Projeto Paisagens Indígenas fortalece redes comunitárias e encerra ciclo de aprendizados na Amazônia e no Cerrado
O projeto Povos Indígenas e Paisagens Sustentáveis no Cerrado e na Amazônia chega ao fim após cinco anos de atuação voltada ao fortalecimento da conectividade em territórios indígenas por meio da implementação e do acompanhamento de redes comunitárias. Desenvolvido pelo Instituto Nupef em parceria com o Centro de Trabalho Indigenista (CTI) e o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), com apoio da Norway’s International Climate and Forest Initiative (NICFI/Norad), o projeto contribuiu para ampliar o acesso à Internet de forma autônoma, segura e alinhada às realidades locais.
Ao longo desse período, foram implementadas e acompanhadas redes comunitárias em oito territórios indígenas, nos estados do Maranhão e do Tocantins, promovendo não apenas infraestrutura de conectividade, mas também processos de formação, suporte técnico e fortalecimento das capacidades locais para que as próprias comunidades possam gerir suas redes de maneira autônoma.
Mais do que instalar equipamentos, o projeto buscou construir soluções com os territórios, respeitando as diferentes formas de organização social, as dinâmicas comunitárias e os contextos técnicos de cada povo. Essa diversidade foi um dos principais aprendizados da iniciativa e impulsionou o desenvolvimento de metodologias cada vez mais adaptadas às realidades indígenas.



Entre os legados do projeto estão o aprimoramento de metodologias de implementação de redes comunitárias, a criação de novos protocolos de suporte técnico remoto e o desenvolvimento de estratégias de formação voltadas às especificidades de diferentes povos indígenas. Essas experiências passaram a integrar as práticas institucionais do Nupef e vêm sendo incorporadas em outras iniciativas de conectividade comunitária.
Durante sua execução, a iniciativa também evidenciou desafios importantes para a sustentabilidade das redes, como as limitações de infraestrutura de internet em áreas remotas, a dependência de serviços comerciais com baixo suporte ao usuário e os impactos de sucessivos cortes orçamentários. Ao mesmo tempo, reafirmou que processos de conectividade sustentável exigem acompanhamento contínuo, formação permanente e construção de relações de confiança com as comunidades.
O encerramento deste ciclo deixa um importante legado para o fortalecimento das redes comunitárias indígenas e para a promoção do acesso significativo à Internet como instrumento de garantia de direitos, proteção territorial e fortalecimento da autonomia dos povos indígenas na Amazônia e no Cerrado.
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