Nupef participa de audiências públicas do TSE sobre eleições de 2026  e apresenta propostas para integridade informacional

O Instituto Nupef participou da audiência do dia 5 de fevereiro, representado por sua diretora de desenvolvimento institucional, Oona Castro
19 fevereiro, 2026

Entre os dias 3 e 5 de fevereiro de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou audiências públicas para debater as minutas das resoluções que irão reger as eleições de 2026. O ciclo de escuta abordou temas como propaganda eleitoral, ilícitos eleitorais, representações, reclamações e medidas de enfrentamento à desinformação. As contribuições puderam ser enviadas entre 19 e 30 de janeiro pela plataforma oficial do Tribunal.

O Instituto Nupef participou da audiência do dia 5 de fevereiro, representado por sua diretora de desenvolvimento institucional, Oona Castro, e também encaminhou contribuições formais por meio da consulta pública. As propostas foram construídas em diálogo com organizações da sociedade civil que integram a Coalizão Direitos na Rede (CDR), em um esforço coletivo de qualificação técnica do debate regulatório.

Nupef participou da consulta pública do Tribunal Superior Eleitoral sobre as instruções que vão orientar as eleições de 2026

Para o Nupef, decisões técnicas no âmbito eleitoral têm impacto direto sobre a liberdade de expressão, a paridade entre candidaturas, a transparência do financiamento e o acesso a informações oficiais — elementos centrais para a integridade do processo democrático. Por isso, nas propostas apresentadas, o Instituto sugeriu ajustes no tratamento da propaganda eleitoral antecipada, defendendo a distinção entre críticas espontâneas feitas por pessoas físicas e conteúdos impulsionados mediante pagamento. Também foram apresentadas propostas relacionadas ao uso de inteligência artificial generativa, com o objetivo de evitar assimetrias entre candidaturas e garantir transparência no ambiente digital.

Em relação à moderação e remoção de perfis em redes sociais, o Nupef propôs que decisões sejam orientadas pela análise de condutas ilícitas, com critérios proporcionais e atenção especial a perfis comprovadamente falsos ou automatizados. A intenção é evitar remoções indiscriminadas que possam atingir iniciativas legítimas de interesse público. No eixo de ilícitos eleitorais, o Instituto defendeu a manutenção de informações oficiais nos canais digitais de órgãos públicos durante o período eleitoral, vedando a retirada ou manipulação de conteúdos que impeçam a checagem de dados e o controle social. As propostas completas podem ser acessadas aqui.

Desde 2024, o Nupef vem contribuindo nas consultas públicas do TSE com recomendações voltadas à preservação de informações de interesse público nos três meses que antecedem as eleições, período em que há restrições à publicidade institucional. A organização defende que eventuais ajustes sejam feitos sem apagamento de páginas, em conformidade com a Lei de Acesso à Informação e os princípios da publicidade e do interesse público.

Essa agenda se articula com o projeto Graúna, iniciativa do Nupef voltada ao arquivamento e espelhamento de sites e conteúdos digitais de interesse público, especialmente em contextos de risco de apagamento ou instabilidade. O projeto mapeia temas sensíveis para preservação e alerta para o uso indevido da LGPD como justificativa para restringir o acesso a informações públicas.

A participação do Nupef nas audiências públicas do TSE reafirma o compromisso da organização com um processo eleitoral orientado por direitos humanos, transparência e igualdade de participação democrática. Em um cenário marcado pela centralidade das plataformas digitais e dos sistemas automatizados no debate público, o Instituto seguirá contribuindo para o fortalecimento da integridade informacional e da igualdade na disputa eleitoral.

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